Dário ficou nosso amigo, e manteve-se em contacto connosco, acompanhando-nos frequentemente ao umbral, em missões de resgate.
Numa dessas missões, encontrámos um espírito sofredor necessitado de esclarecimentos: permanecia no umbral há muito tempo, e aí se mantinha por não se sentir merecedor de perdão, devido aos maustratos que tinha infligido à sua mulher, na Terra, tendo-a feito sofrer tanto que morreu na sequência das tareias que dele recebia. Ela partiu para a espiritualidade tão infeliz que Deus a consolou com a presença de Anjos sublimes, espíritos de luz que a acolheram e elevaram ao Alto, permitindo-lhe, por acréscimo de misericórdia, irradiar de amor e perdão o seu agressor, mesmo antes de ser levada. Posteriormente, continuou a auxiliá-lo, orando a seu favor.
Deus, sendo Misericordioso e Justo, permite-nos auxiliar, e, por acréscimo de misericórdia, sustenta-nos nos nossos esforços para esse fim.
Neste contexto, visitámos o referido espírito sofredor, esclarecendo-o a respeito de Jesus, dos Seus ensinamentos e do Seu evangelho, dizendo-lhe que Deus nos perdoa tudo, se Lhe pedirmos perdão com sinceridade, e que ele poderia ter essa iniciativa, posternando-se perante a divindade.
Ao pedir perdão, com humildade e sinceridade, reconhecendo os seus erros, imediatamente vislumbrou a mulher que tinha sido sua vítima, brilhando radiosa ao seu lado, auxiliando-o a levantar-se e exortando-o a reconhecer a misericórdia de Deus.
O espírito sofredor, não a reconhecendo, julgou estar na presença de um Anjo enviado por Deus, aceitando-lhe as sugestões e pedindo-lhe auxílio para se melhorar e para o amparar.
Deus tudo nos concede para progredirmos, desde que Lhe peçamos, podendo nós aceitar o Seu auxílio, reconhecendo-O em tudo aquilo que Ele nos proporciona.
Ao orar posternado, suplicando perdão e auxílio para se melhorar, Deus enviou-lhe a mulher que tinha maltratado na Terra. Ao vê-a, julgando estar na presença de um Anjo, ficou feliz por receber tão grande dávida, e Aceitou-O.
Deus, ao auxiliar este espírito, seu nome António, permitiu-lhe elevar-se o suficiente para ser acolhido num hospital perto da crosta, aí tendo permanecido até ficar suficientemente equilibrado para prosseguir para a colónia espiritual que lhe é própria, ficando perto dos seus familiares que o tinham precedido na morte física.
António, muito grato a Deus pelo Seu perdão e auxílio, enveredou pelo bom caminho: passou a auxiliar aqueles sofredores que tinham sido seus desafortunados companheiros no umbral, levando-lhes a palavra de Jesus, o Seu Evangelho e o Seu Amor. Desta forma, por nós auxiliado, conseguiu resgatar muitos deles, sendo-lhe gratificante acolhê-los, elevando-se mais à medida que se envolvia nos trabalhos.
António é-nos grato, e nós somos-lhe gratos, pois, através dele, conseguimos chegar àqueles que continuavam surdos às nossas sugestões. Hoje ele está enfileirado connosco nas missões de resgate, elevando-se muito, vivendo feliz junto daquela que tinha maltratado, pedindo a Deus auxílio para todos aqueles que , à sua semelhança, e ignorantes das consequências das suas acções, maltratam aqueles a quem devem proteger e amar.
Ao se elevar, António reconheceu finalmente a esposa: prostrou-se aos seus pés, pedindo-lhe perdão sincero e arrependido, ficando perto dela, provisoriamente, até de novo reencarnar.
Ao se juntar a nós, António modificou-nos a forma de nos acercarmos desses espíritos, de acordo com a sua atitude para com eles.
Deus tudo nos proporciona para crescermos, e, tendo-nos enviado António, nós recebêmo-lo e auxiliámo-lo, após o que ele, reequilibrado, principiou a sua missão de auxílio no umbral, levando a palavra de Jesus àqueles desafortunados que aí tinham sido seus companheiros.
Tudo é justo! Tudo nos é dado para progredirmos, necessitando nós de tudo aceitar sem revolta, sobretudo aquilo que mais nos magoa, sendo essas experiências dolorosas aquelas que mais concorrem para a nossa elevação.
Deus, Pai de Infinita misericórdia, tudo nos dá para crescermos. Ele ama-nos infinitamente, e, ao nos perdoar, permite-nos recomeçar e resgatar os nossos erros, sobretudo aquilo que de mal fizémos aos nossos próprios familiares, dando-nos novas oportunidades, nunca se esquecendo de nós, e sempre estando presente, principalmente nas situações mais difíceis.
Deus é-nos fiel. Ao nos criar, fê-lo a fim de sermos felizes, permitindo-nos crescer ao nosso próprios ritmo, sendo-nos benéfico aceitá-lO e aceitar as Suas Leis eternas e imutáveis.
António aprimorou-se tanto que tudo aquilo que pedia ao Pai, Ele concedia-lho, e, sendo-Lhe grato, recebia em compensação bençãos fortalecedoras.
Durante uma missão no umbral, juntou-se a nós auxiliando-nos a esclarecer espíritos zombeteiros que, sendo inferiores, sofriam. Esses espíritos riam-se de nós, lançávam-nos impropérios, palavrões recheados de malícia, indo ao ponto de tentarem atingir-nos fisicamente.
Sentindo-nos a vibração, António juntou-se a nós, elevando-se connosco em prece a Deus. O Pai recompensou-nos fazendo cair sobre nós fluidos luminosos que, ao serem vistos pelos espíritos zombeteiros, os levaram a mudar de comportamento para connosco, prostrando-se e pedindo-nos perdão.
Desses espíritos zombeteiros, metade acompanhou-nos de volta ao Posto de Socorro, tendo aí recebido os primeiros socorros, e lá ficando até que, reequilibrados, possam ingressar numa colónia.
António elevou-se cada vez mais, sendo sempre o nosso precioso amigo, sobretudo nas situações difíceis.