CAPÍTULO I - O ACIDENTE

Vivi tantas vezes na Terra, no entanto, tudo aquilo que relatarei neste livro versa sobretudo uma vida em que sofri muito, devido a um acidente ocorrido em Lisboa, há vários séculos.
Deus permite-nos sofrer, a fim de meditarmos nas possíveis causas dos sofrimentos, e, consequentemente, progredirmos.
Ao sofrer o acidente em Lisboa, fiquei cheio de ferimentos. Durante muito tempo senti-me revoltado contra quem me tinha atropelado, embora soubesse que não o tinha feito intencionalmente. Pelo contrário, ele tudo fez para o impedir, mas, sendo-lhe difícil controlar a carruagem, passou-me por cima, ficando eu muito traumatizado.
Durante o tempo em que jazi na cama a sofrer, pressentia a morte, revoltando-me contra a pessoa que me atropelara. Ele, sem culpa alguma, era o foco da minha revolta, revolta essa que, no meu íntimo, ía crescendo.
Podia, sem dúvida, perdoar, porque percebi que ele não era culpado, no entanto preferi não o fazer e continuei a acarinhar a ideia de vingar-me.
Essa vingança era-me impossível de levar a efeito, porque jazia ferido e incapaz de me locomover, esperando melhorar-me para a concretizar.
Durante todo o tempo só pensava nisso, resmoendo a melhor forma de o fazer sofrer, sentindo-me injustiçado. No entanto, os planos de Deus eram outros. Ele tinha-me proporcionado muitas oportunidades para me melhorar, e, amando-me, possibilitou-me o desencarne a fim de abreviar o sofrimento físico e impedir a minha vingança.
Deus, infinitamente justo e misericordioso, tudo nos proporciona para crescermos, incluíndo a morte física, sendo-nos possível, através dela, transitarmos para o mundo espiritual e aí progredirmos espiritualmente, ou estagnarmos. Eu estagnei.
 
Vivi tantas vezes na Terra, no entanto, tudo aquilo que relatarei neste livro versa sobretudo uma vida em que sofri muito, devido a um acidente ocorrido em Lisboa, há vários séculos.
Deus permite-nos sofrer, a fim de meditarmos nas possíveis causas dos sofrimentos, e, consequentemente, progredirmos.
Ao sofrer o acidente em Lisboa, fiquei cheio de ferimentos. Durante muito tempo senti-me revoltado contra quem me tinha atropelado, embora soubesse que não o tinha feito intencionalmente. Pelo contrário, ele tudo fez para o impedir, mas, sendo-lhe difícil controlar a carruagem, passou-me por cima, ficando eu muito traumatizado.
Durante o tempo em que jazi na cama a sofrer, pressentia a morte, revoltando-me contra a pessoa que me atropelara. Ele, sem culpa alguma, era o foco da minha revolta, revolta essa que, no meu íntimo, ía crescendo.
Podia, sem dúvida, perdoar, porque percebi que ele não era culpado, no entanto preferi não o fazer e continuei a acarinhar a ideia de vingar-me.
Essa vingança era-me impossível de levar a efeito, porque jazia ferido e incapaz de me locomover, esperando melhorar-me para a concretizar.
Durante todo o tempo só pensava nisso, resmoendo a melhor forma de o fazer sofrer, sentindo-me injustiçado. No entanto, os planos de Deus eram outros. Ele tinha-me proporcionado muitas oportunidades para me melhorar, e, amando-me, possibilitou-me o desencarne a fim de abreviar o sofrimento físico e impedir a minha vingança.
Deus, infinitamente justo e misericordioso, tudo nos proporciona para crescermos, incluíndo a morte física, sendo-nos possível, através dela, transitarmos para o mundo espiritual e aí progredirmos espiritualmente, ou estagnarmos. Eu estagnei.