CAPÍTULO III - RECONCILIAÇÃO

Muitas vezes, estando encarnados, ao sofrermos ofensas psíquicas, esse sofrimento pode fazer-nos perder o equilíbrio ao ponto de, desesperados, cometermos suicídio. Depois, na espiritualidade, ao nos depararmos  com as consequências do nosso acto, sofremos ainda mais, resvalando para o precipício dos suicidas, aí permanecendo até que, verdadeiramente arrependidos, peçamos perdão a Deus. Ao fazê-lo, somos imediatamente auxiliados pelos espíritos de luz que sempre estão presentes nesses espaços a fim de auxiliarem aqueles que mostrem verdadeiro arrependimento e aceitem o auxílio que lhes é oferecido.
Ao despertar na espiritualidade, percebendo o que lhe tinha acontecido, ficou infeliz e necessitado de auxílio para recuperar o equilíbrio. No entanto recusou toda a ajuda, negando-se a ser auxiliado, considerando-se indigno, porque, sendo católico, tinha a crença do castigo eterno atribuído aos suicidas. Durante muito tempo ficou no umbral, necessitado de tudo, mas tudo recusando, até lhe ser permitido ver-me, estando eu, nessa época, já reabilitado.
Hoje estamos juntos, sob a égide de Jesus, empenhando-nos em socorrer espíritos embrenhados no desespero, tanto encarnados como desencarnados, lembrando-lhes que Deus perdoa todos aqueles que se arrependem e Lhe pedem perdão, com sinceridade.