Deus, nosso Pai, tudo nos proporciona a fim de nos ajudar a crescer, e, dando-nos a oportunidade de auxiliar, auxilia-nos a nós. Crescemos auxiliando.
Ao lado de Jacob, elevámo-nos, tendo-nos afeiçoado a ele e àqueles que auxiliávamos juntos. Cada espírito que conseguíamos resgatar era para nós motivo de alegria, e elevávamos a Deus e a Jesus preces de gratidão sempre que isso acontecia.
Há tantos necessitados! Há tanto sofrimento! Há tanto desamor!
Necessário se faz trabalhar a fim de levarmos alívio a todos aqueles que jazem sentindo-se abandonados. Eles estão a sofrer as consequências das suas acções, no entanto merecem misericórdia, tal como nós necessitámos dela, e ainda dela precisamos.
Ao sermos designados para uma missão, preparamo-nos intensamente para a cumprir, inteirando-nos de todos os factos que conduziram os espíritos sofredores àquela situação, e inclusivamente estudamos as vidas pretéritas deles a fim de podermos auxiliá-los a recordar as causas dos seus sofrimentos actuais.
Deus tudo proporciona a quem está disposto a auxiliar. Através de mecanismos só utilizados na espiritualidade, impossíveis de vos explicar, Ele revela-nos tudo aquilo que precisamos de saber. Mas só recorremos a essas ferramentas se forem mesmo necessárias, e só as utilizamos nessas situações.
Jacob é um espírito elevado; ao juntar-se a nós, fê-lo a fim de nos auxiliar a crescer, e esse auxílio foi-nos precioso para o nosso desenvolvimento íntimo. Deus, infinitamente Justo e Misericordioso, deu-nos a oportunidade de progredir auxiliando espíritos sofredores.
Durante muito anos elevámo-nos ao lado de Jacob, levando aos sofredores a palavra de Jesus, exemplificando-a. Muitos espíritos, ao nos ouvirem, arrependiam-se dos seus erros, elevando-se o suficiente para serem conduzidos aos locais indicados para prosseguirem o tratamento. Dávamos-lhes os "primeiros socorros" e levávamo-los aos hospitais onde eram cuidados até se reequilibrarem. Ao ficarem equilibrados iniciavam-se, por sua vez, nas tarefas de auxílio.
Jacob, sendo-nos superior, elevou-se através de esforços próprios, indo servir aos irmãos necessitados junto da crosta, e aí permanecendo muito empenhado em auxiliar durante longo tempo. Devido aos seus débitos passados, ele precisou de se expurgar deles, e fê-lo lidando com aqueles a quem tinha prejudicado, tanto na última encarnação como nas anteriores. Pôde atingir os seus objectivos com o auxílio de Jesus, e, estando disposto a trabalhar para ressarcir os seus débitos, Deus tudo lhe proporcionou para esse fim.
Jacob elevou-se muito, estudou muito, auxiliou muito. Hoje, ele eleva-nos, ensina-nos e auxilia-nos a chegar ao seu nível espiritual.
Tudo aquilo que, auxiliados por ele, concretizamos, agradecemos-lhe, pedindo a Deus que o recompense. Ao agradecermos, somos beneficiados, recebendo do Alto fluidos fortalecedores que nos possibilitam prosseguir neste labor.
Durante o tempo em que estivémos ao lado de Jacob, elevámo-nos. Deus proporcionou-nos meios para crescermos, auxiliando. Tudo o que Lhe pedimos, Ele no-lo dá. Sendo nós Seus filhos, auxilia-nos a crescer e a utilizarmos recursos apropriados para alcançarmos os nossos objectivos.
Progredimos muito, auxiliando juntos aqueles que precisavam de esclarecimentos, levando-lhes a palavra de Jesus, fluidificando-os e recolhendo aqueles que se encontravam preparados para serem conduzidos aos hospitais das colónias a que pertenciam.
Jacob instruía-nos, ensinando-nos sobretudo a manter o equilíbrio íntimo, especialmente no decorrer de resgates nas regiões trevosas. Há, em todo o umbral, mesmo nessas regiões, espíritos abnegados que aí laboram, tentando levar aos sofredores a palavra de Jesus, o Seu amor e o Seu perdão.
Nós aprendemos a fazê-lo, indo frequentemente aos locais infernais para auxiliarmos espíritos necessitados. Jacob ía connosco, elevando-nos o espírito a fim de, ligados a Deus, conseguirmos auxiliar sem corrermos o risco de nos desequilibrarmos.
Ao irmos ao umbral, o que fazíamos muito amiúde, equipávamo-nos com as virtudes que Jacob nos ensinava a usar, e, assim equipados, sentíamo-nos imunes às frequentes injúrias que, da parte de espíritos perversos, ouvíamos. Eles tudo faziam para nos desmotivar de auxiliar: injuriavam-nos e tentavam agredir-nos com dardos flamejantes.
Essas acções, sendo-nos dirigidas, mas sem nos atingirem, tornava-nos, aos seus olhos, invulneráveis. Isso lembrava-os daquilo que, encarnados na Terra, tinham aprendido na igreja a respeito dos anjos que íam ao purgatório resgatar os espíritos arrependidos, ficando por vezes intimidados perante a ineficácia dos seus actos.
Nós, orando, mantinhamo-nos ligados a Deus, irradiando fluidos pacificadores sobre todos eles. Ao recebê-los, alguns arrependiam-se e rogavam que os levássemos. Jacob irradiava tanta luz que eles, sob a sua influência, se sentiam felizes.
Ao serem levados para os hospitais onde iriam ser tratados, aí permaneciam, recebendo fluidos harmonizantes, durante o tempo necessário até se reequilibrarem, após o que, muitas vezes prostrando-se, pediam autorização para nos acompanharem a fim de, também eles, se inciarem nas tarefas de auxílio.