CAPÍTULO I: ELVAS
O livro “Muitos Céus” iniciou-se há muito tempo, enquanto vivi em Elvas, cidade portuguesa situada no Alentejo, junto à fronteira com Espanha. Sobre a cidade de Elvas, no espaço, situa-se Elvas espiritual, cidade muito luminosa, fortificada contra as investidas das sombras. Esta cidade foi fundada no tempo em que reinava D. Afonso V, o Africano, com o objetivo de acolher espíritos necessitados de auxílio, pelo irmão Evaldo, oriundo de Leiria. Ele, e mais alguns espíritos benfeitores, iniciaram as fundações desta cidade, começando pelo hospital e acabando nas fortificações.
Os alicerces desta cidade são constituídos pela fé viva e amor destes homens de coragem, abnegados amigos de Jesus, que, sem esperarem nada em troca, laboraram incessantemente durante séculos para elevar o padrão vibratório deste ninho de amor onde são acolhidos milhares de irmãos necessitados de cuidados e esclarecimentos.
Evaldo, o irmão fundador é, ainda hoje, o responsável máximo pelo funcionamento da cidade, tendo distribuído tarefas e responsabilidades por vários Ministérios, cada qual com o seu responsável, ou Ministro. Este define as tarefas a realizar e distribui-as pelas diversas secções e seus responsáveis.
Há muitas secções dentro de cada Ministério, sendo cada uma delas dirigida por um chefe, hierarquicamente posicionado para tudo ver, orientar e corrigir, ouvir e aconselhar, incitar e esclarecer, muitas vezes trabalhando sem cessar durante horas, dias e semanas, sem repouso. Estes irmãos recebem as orientações do Ministro e propagam-nas pelos seus colaboradores, fazendo-as cumprir, sempre com afeto e amor, auxiliando-os a executar as tarefas e orientando-os nas suas dificuldades.
Sempre que alguém necessitado de auxílio é levado para o hospital, o Ministro da Assistência desloca-se ao local onde ele é internado a fim de avaliar o seu estado e orientar os servidores sobre os cuidados a prestar-lhe. Durante o período de convalescença de cada paciente, seja de horas, dias, semanas, meses ou até anos, o Ministro acompanha-o, incitando-o à elevação. Jesus é presente nele e em todos aqueles que laboram a favor dos seus irmãos.
Quando se aproxima a época do Natal, cada Ministro prepara essa comemoração com atividades lúdicas envolvendo todos aqueles que queiram colaborar. Neste momento estão a ser preparadas várias atividades na cidade, muitas das quais serão refletidas no plano físico, tornando-o receptivo ao espírito de fraternidade que se propaga nesta época.
Elvas reluz no firmamento como uma estrela intensamente iluminada. Seus cidadãos emitem energias benéficas, irradiando-as sobre aqueles mais necessitados. Jesus habita no coração de quem labora a favor dos seus irmãos, fortalecendo-os. Cada cidadão de Elvas, trabalhador da seara de Jesus, é dínamo irradiante de luz e força construtiva, direcionada para os necessitados.
Jesus, Mestre, Irmão Maior e nosso melhor amigo ensinou-nos a amar e, ao exemplificar os seus ensinamentos, tornou-os claros, praticáveis, exequíveis.
Na cidade de Elvas praticamos os ensinamentos de Jesus e imitamo-Lo a fim de mais bem auxiliarmos aqueles que nos procuram, seja por necessidade própria, seja para intercederem a favor de alguém.
Elvas vive em permanente labor, sempre pronta a receber novos cidadãos e a preparar espíritos para o regresso à Terra, seja para acções de trabalho, seja para fins reencarnatórios.
O nosso ministro maior, Evaldo, dirige a cidade com firmeza. Essa firmeza é necessária para manter acesa a fé no Alto e defender a cidade das investidas das sombras.
Elvas encontra-se limitada pelas muralhas, em constante alerta defensivo, utilizando meios dissuasores inofensivos, que afastam dela entidades mal intencionadas. Cada muralha reveste-se de substância fluídica, semelhante à energia eléctrica, que emite raios flamejantes, afastando essas entidades que correm assustadas para longe.
Dentro das muralhas tudo é ordem e paz, tudo está imaculadamente limpo, tudo se encontra revestido de luminosidade. Tudo nesta cidade irradia luz, emite fluidos, emana paz e amor. Cada cidadão responsabiliza-se por manter esta atmosfera, através do estado mental controlado, elevado, em prece.
Sempre que vêm novos espíritos desequilibrados para o hospital, são inicialmente internados em locais próprios, muito isolados, muito resguardados. Esses locais, pelo facto de servirem para albergar espíritos desequilibrados, estão fora do convívio dos habitantes, logo não os influenciando. Eles são vigiados permanentemente a fim de receberem os necessários tratamentos. Cada um é um doente individual, cada um necessita de cuidados individualizados, cada um é único.
Deus nos permite trabalhar assim: auxiliando, elevando, equilibrando e vivenciando tudo em proveito daqueles necessitados e sobretudo em proveito próprio.
Os irmãos vindos da Terra muito desequilibrados são-nos particularmente caros, pois precisam de mais atenção, mais apoio e mais carinho. Sempre que eles chegam, há movimentação em seu redor. Essa movimentação alerta-os para a situação, ficando eles felizes por serem alvo de atenções e cuidados.
Durante o período de restabelecimento no hospital, seja curto ou prolongado, cada espírito é alvo de cuidados, amor e auxílio, da parte de servos que aí laboram. Os fluidos aplicados a cada um pelos enfermeiros e médicos são-lhes doados pelo Alto e canalizados por estes para os necessitados, sendo que os principais beneficiados são os próprios que os canalizam. Jesus doa amor a todos aqueles que laboram sob a sua égide.
Enquanto dura o tratamento no hospital há muitas actividades que influenciam o enfermo a melhorar-se, tais como: preces, cânticos, passeios, visitas e estudo, sendo progressivas estas actividades, de acordo com o estado de elevação de cada espírito.
Ao atingir o reequilíbrio, o espírito desabrocha e liberta-se, saindo do hospital e passando a viver em casas de família ou em acomodações destinadas a espíritos de passagem.
Famílias inteiras, muito felizes, aqui habitam, aqui residem permanentemente, aqui se alicerçaram, daqui saem e para aqui regressam, sendo cidadãos desta cidade há séculos, afastando-se dela algumas vezes, para viagens em trabalho, estudo ou lúdicas, e para reencarnações.
Há famílias numerosas e pequenas famílias, sendo que estas últimas podem crescer, aumentado o número de componentes, não constituindo esse facto problema de espécie alguma pois as habitações crescem à medida das necessidades, sem recurso a materiais de construção, apenas pela força do pensamento construtivo.
Nossas casas são lindas, harmoniosas, e rodeadas de jardins floridos, árvores frondosas, fontes de águas cristalinas e aves coloridas cantando melodiosamente. Cada jardim é cuidado por alguém muito ligado à natureza através de sentimentos de amor, criando laços afectivos com as plantas e animais, fortalecendo-os e tornando-os muito felizes.
Torna-se necessário esclarecer-vos sobre a sensibilidade de cada elemento da natureza: toda a criação é sensível ao amor e ao ódio, sendo receptáculos desses sentimentos e irradiando-os. Ao amar a natureza e ao cuidar dela com amor, ela irradia esse amor sobre tudo e todos.
Cada lugar onde se habita, labora, passeia ou se pratica outras actividades, merece cuidados de alguém, cuidados que são prestados de livre vontade e sem pagamento, apenas por amor. Desta forma, todo o ambiente de Elvas irradia luz e amor, tendo-se tornado com o decorrer do tempo uma cidade luminosa.
Elvas, cidade espiritual, sempre de portas abertas para receber novos habitantes, vivencia essa realidade à luz dos ensinamentos de Jesus, seja em teoria, seja na prática, aceitando-os como irmãos enfermos necessitados de cuidados.
Todos os habitantes de Elvas vivem sob a égide de Jesus, tendo extremo cuidado com a mentalização de ideias, evitando emitir pensamentos perturbadores, esforçando-se por manter um elevado padrão vibratório, a fim de criar um clima espiritual propício aos cuidados àqueles menos evoluídos. Jesus age por intermédio deles, irradiando-os de energias benéficas, enquanto estes as irradiam sobre os mais necessitados.
Elevando o nível espiritual da cidade beneficiamos todos: encarnados, desencarnados e sonâmbulos. Sonâmbulos são espíritos de pessoas encarnadas que se desligam do corpo físico enquanto este repousa durante o sono. Estes espíritos elevam-se por vezes às cidades espirituais e aí assistem a prelecções esclarecedoras sobre temas de interesse para o seu crescimento espiritual, regressando ao corpo físico e esquecendo a experiência, ficando apenas com a vaga impressão de terem estado nalgum lugar bonito. Estes espíritos são-nos trazidos pelos seus guias a fim de lhes proporcionarmos esclarecimentos e, ao nos verem, supõem estar na presença de Jesus, santos, Maria, Deus. Eles possuem as suas crenças que determinam essa convicção.
Na cidade de Elvas todos os espaços comuns são utilizados pelos cidadãos para os fins mais variados: de educação, de lazer, de trabalho, de diversão, de oração. Tudo pertence a todos, todos utilizam tudo. Há apenas uma constante na utilização dos espaços comuns: é o respeito pela natureza e pelos cidadãos presentes. Em todos os lugares se encontram espíritos nas mais diversas actividades e cada um respeita a actividade do outro, sem o perturbar.
Os nossos irmãos necessitados de auxílio, ao virem para a cidade de Elvas, encontram aqui ambiente propício ao seu restabelecimento. Eles sempre vêm fragilizados e muito infelizes. Ao entrarem em contacto com as nossas energias ficam mais fortes, mais elevados, muito mais felizes.
Cada vida que termina na Terra é uma vida que recomeça no mundo espiritual. Esse recomeço é muitas vezes dificultado pelo estado em que desencarna o espírito. Se o desencarne se processa ao fim de uma vida de trabalho duro e árduo, o espírito sente-se liberto da mediocridade e levanta-se sem dificuldades. Por outro lado, os espíritos que desencarnam no final de uma vida fácil, leviana, têm muita dificuldade em aceitar o desprendimento. Há espíritos desencarnados que, devido ao tipo de actividades a que se dedicavam no plano físico, conseguem subir ao plano astral superior imediatamente após a morte do corpo físico. Estes são raros.
O principal obstáculo à subida espiritual é a falta de conhecimentos sobre as leis divinas e a dificuldade em viver de acordo com elas. Há espíritos conhecedores, em teoria, dessas leis, mas que não conseguem operacionaliza-las, finando-se sem terem conseguido ligar os conhecimentos teóricos à prática do quotidiano. Eles sofrem a desilusão de terem desperdiçado esses conhecimentos. Por outro lado há espíritos que, desconhecendo, em teoria, as leis divinas, vivem de acordo com elas, ficando felizes ao regressarem à espiritualidade.
Muitos factores contribuem para que a reabilitação espiritual seja mais ou menos difícil, mais ou menos prolongada: o estado consciencial no momento da morte, estado de espírito e elevação espiritual, assim como o merecimento, são os principais. O merecimento é um factor da maior importância pois determina o grau de assistência que o enfermo usufrui. Deus, em sua infinita misericórdia, a todos dá oportunidades de reerguimento, sendo justo premiar aqueles que mais se esforçaram a favor dos seus irmãos, levando-lhes auxílio extra.
Os missionários que recolhem, junto à crosta e nos profundos vales sombrios, os seus irmãos enfermos, levam-lhes tudo aquilo que é suficiente para os auxiliar: palavras de esclarecimento, fluidos salutares e livros. Esses livros são-lhes lidos pelos missionários e o seu conteúdo fica-lhes gravado na memória de forma a iniciarem o processo de cura. Quando o espírito já aceita as palavras de esclarecimento e recebe os fluidos, é altura de o transportar para a cidade.
Há milhares, milhões, biliões de espíritos enfermos coabitando convosco, irradiando-vos de energias insalubres, partilhando o vosso espaço mental e físico. Esses espíritos necessitam de auxílio. Sendo viciados em álcool, induzem-vos a bebê-lo, sendo viciados em sexo, induzem-vos a praticá-lo de formas perniciosas, sendo viciados em drogas, induzem-vos a consumi-las, sendo viciados em jogo, levam-vos a jogar. Todos os vícios são partilhados com irmãos espirituais que ao morrerem não se libertaram do vício que sofriam enquanto encarnados. Os irmãos necessitados de auxílio são assim inúmeros, como inúmeras são as causas que determinaram a sua enfermidade.
Deus, ao nos proporcionar cada oportunidade de reencarnarmos, induz-nos a irmos aos lugares onde encontraremos as vivências necessárias ao nosso progresso. Tudo é efeito de causas próprias e, ao sofrermos esses efeitos, muitas vezes nos revoltamos contra Deus na convicção de estarmos a sofrer injustamente. Esses sofrimentos são-nos preciosos pois reequilibram o nosso carma, ou seja, as nossas faltas contra a criação. Ao sofrermos sem nos revoltarmos somos beneficiados e pagamos a dívida que deu origem à necessidade de sofrer.
O Pai tudo nos proporciona para o nosso crescimento. Vimos de Deus e para Ele regressamos. Somos sementes divinas plantadas no solo terreno a fim de desabrocharmos. Quando atingimos o estado consciencial de racionalidade adquirimos o livre arbítrio. Essa liberdade de escolha faz-nos sofrer ou alegrar conforme escolhemos dentro ou fora das leis divinas.
No Céu também há escolhas. Elvas foi fundada por Evaldo, por sua livre escolha, auxiliado por um grupo de irmãos benfeitores que também o fizeram por escolha própria. Por escolha própria, Evaldo continua a liderá-la, assim como os seus colaboradores e todos aqueles que lá laboram o fazem por livre escolha. Aqui todos fazemos escolhas, a todo o momento, tal como aí na Terra. Cada acção que praticamos tem o seu efeito. Se a acção for prejudicial à criação, o efeito é mau, se a acção for benéfica para a criação, o efeito é bom, seja na Terra, seja no mundo espiritual.
O processo de crescer está baseado nas nossas escolhas e nas suas consequências. Jesus escolheu auxiliar-nos e, ao falecer na cruz, subiu para a espiritualidade mais elevada. Deus recompensou-O. Deus sempre recompensa os seus filhos pelas suas boas escolhas, sendo essa recompensa fruto da obediência à Lei.
Os espíritos que desencarnam em situação de completa rebelião contra as leis divinas encontram na espiritualidade os efeitos das acções que praticaram na Terra, seja contra si próprios, seja contra a criação.
O irmão Vicente veio a Elvas visitar-nos e encontrou-se perante um espírito muito elevado com quem tinha vivida experiências na Terra, há cinco séculos. Esse reencontro foi muito emocionante e, ao se recordar das circunstâncias em que se tinham separado no plano físico, vivenciaram essa experiência como se tivessem acabado de a viver. Nada fica esquecido no plano espiritual, tudo está registado no perispírito. Vicente, muito emocionado, lembrou-se de como se tinha perdido na serra e morrido de frio, enquanto o irmão o procurava por todo o lado, sem conseguir encontrá-lo.
Os séculos passaram, a lembrança permaneceu latente, tendo-se revelado pela emoção do reencontro entre eles. Ao sermos estimulados, ao sermos confrontados, ao nos emocionarmos, libertamos vivências esquecidas. Essas vivências estão todas gravadas no perispírito e aí permanecem inalteradas durante vidas e vidas até, num determinado momento, sob determinadas circunstâncias, se libertarem.
Este esclarecimento serve de suporte à compreensão da forma como lidamos com as enfermidades da alma. Ao estimularmos as lembranças, as reacções são propícias à autoavaliação e à compreensão das causas do sofrimento actual.
Elvas possui equipas especializadas de médicos e enfermeiros que induzem a emergência de lembranças enterradas no subconsciente perispiritual. Tudo aí se encontra gravado, desde o mais insignificante gesto até à vivência mais emocionante.
Os médicos e enfermeiros que auxiliam os enfermos a lembrarem-se das suas vidas passadas, fazem-no por livre escolha, a fim de crescerem auxiliando. Eles também se encontram em situação semelhante, necessitando de trabalhar para ressarcirem seus débitos. Todos nos encontramos nessa situação, sendo que uns estão menos endividados do que outros, encontrando-se em situação de poderem auxiliar aqueles que caminham mais atrás. Elvas acolhe-os, acomoda-os, cuida deles. Jesus acolhe-nos, acomoda-nos no seu coração e cuida de nós.
Os caminhos que nos conduzem da Terra à cidade espiritual de Elvas, e vice-versa, são muito utilizados pelos seus cidadãos, que fazem esse trajecto frequentemente, com objectivos vários, sempre de auxílio. Ao nos aproximarmos da cidade, junto à entrada, as sentinelas vigilantes certificam-se de quem somos e abrem-nos os portões, que franqueamos.
Elias, nosso irmão muito elevado, junta-se muitas vezes a nós nesse caminho, e auxilia-nos a manter o nível vibratório elevado, condição indispensável para conseguirmos chegar à cidade.
Ao entrarmos, acolhe-nos sempre um Ministro, dirigindo-se pessoalmente a cada um de nós e dos nossos pacientes, dando a todos palavras de acolhimento e ânimo. Jesus age através dele. Os doentes, ao serem por ele acolhidos, sentem-se muito felizes, sendo importante para eles sentirem-se alvo de atenção particular do nosso Ministro.
Após deixarmos os nossos doentes no hospital, confortavelmente instalados, todos aqueles que constituíram a caravana que acompanhou esses espíritos enfermos à cidade são acomodados em instalações existentes destinadas a espíritos em trânsito, sendo que alguns poderão ficar em casas de familiares ou amigos.
Elvas é linda! Aí tudo vive em paz, harmonia e amor. Todos são chamados a se comprometerem em manter a mente elevada e fim de conservar elevado o nível vibratório da cidade. Sempre que alguém baixa o seu padrão vibratório, sente-se essa descida, e logo alguém vai em socorro daquele que se deixou desanimar.
Jesus e Maria, nossos irmãos elevadíssimos, são o nossos exemplo. Ao tentarmos aperfeiçoarmo-nos temo-los como padrão. Esse padrão, tão longe de o atingirmos, é-nos grato, ao ponto de atribuirmos a Jesus e a Maria tudo aquilo de bom que conseguimos alcançar.
Elias e Evaldo, nossos ministros, espíritos muito elevados, guindam-se em espírito até planos astrais mais altos, aí recebendo ensinamentos que são o garante das nossas actividades de auxílio. Aí eles são aprendizes, como nós aqui também o somos, e como vós aí o sois. Cada espírito se encontra no seu próprio estado de desenvolvimento, cada um se encontra exactamente onde se colocou. Nós, ao nos dedicarmos a vos esclarecer, também beneficiamos do auxílio deles. Vós, ao serdes objecto do nosso auxílio, também sois beneficiados, recebendo esse auxílio através de nós, e assim sucessivamente. Esta cadeia de interajuda não tem princípio nem fim.
Elias, ao me indicar a ti a fim de psicografares o livro “Muitos Céus”, deu-me a alegria de te conhecer; tu, ao aceitares essa tarefa, sentiste-te alegre por me servires de médium; aqueles que lerem as páginas do livro, sentir-se-ão alegres por terem acesso a estes esclarecimentos. Tudo é a mesma cadeia: uns auxiliando os outros, sempre de cima para baixo. Jesus, Supremo Espírito, guindou-se ao Mais Alto através deste processo de auxílio. Tomai-O como padrão.